









Jamais deixe palavras vomitadas interferir na verdade que vem do coração! Não se traia! E quando essa verdade que vem do peito coloca em jogo o destino de outras pessoas, não esconda, deixa-as ciente de tudo, não se iluda achando que poupara sofrimentos, isso é se trair duas vezes, duas vezes sofrer! Não deixe essas pessoas alimentarem esperanças que não existem, a verdade dói apenas naqueles que “mentem”!

Ontem estreou na BAND um novo programa em que Rafinha Bastos é um dos integrantes (que também integra CQC) junto com Thaíde (que é rapper), Débora Villalba (jornalista) e Rosanne Mulholland (que é atriz), os quatro formam A LIGA. O programa veio com a proposta de mostrar aos cidadãos, visões diferentes de eventos sociais que sempre ocorreram e está o tempo todo presente no dia-a-dia. Porém acabei decepcionado ao me deparar com mais um atrativo da TV que indaga, indaga e não se mostra nem ao menos interessado em buscar soluções.
A repressão instiga a criação! Mas como instigar a criação sem perder a liberdade?
Se um dia alguém de vocês me virem cochichando, vociferando, bramando, berrando, grunhindo ou gritando por ai que o Brasil precisa de outro período de ditadura, não pense que estou louco. Não, não estou louco!
Por favor, também não me diga que lá no fundo, todos nós não sabemos disso?!!! Perguntem quais são os nomes mais lembrados, influentes e populares e criativos desse Brasil? Agora pergunte em qual época foi em que começaram mais ativamente a trilhar esse caminho? Pronto, estamos entre aqueles fardados que odiamos, que torturaram e mataram milhares de pessoas.
Está revoltado ou se revoltando com isso? Então por que não se revolta com a violência ai da sua rua ou bairro e cidade? “A broca que lapida um diamante é realmente cruel”, raspa, tortura, arranca pedaços e lascas da jóia mais bonita do mundo.
Chicos, Joões, Caetanos, Sebastiões, Glorias, Pasquins, Marios, Arnaldos, Tarsilas e Betânias são ótimos, porém precisamos de novos, quero novos e existem alguns, mas não quero apenas alguns, quero muitos, produção em escala, uma multidão pensante nas ruas e avenidas, produzindo, protestando, criando, berrando e lutando!
Por que essa política do “menos é mais” não me convence, eu quero mais do que 140 caracteres da sua criatividade, quero musicas, textos, páginas, livros, obras completas.
Então não me chame de louco se me vir apoiando a volta da ditadura, apenas tenho saudade de uma época que não vivi, e se fosse preciso, viveria e lutaria do lado dos oprimidos e censurados, morreria se fosse preciso e descansaria feliz sabendo que pelo menos nos próximos 25 anos (e muito mais eu espero) meus filhos e netos ouviriam e viveriam obras de qualidade, provindas de verdadeiras jóias raras.
EU QUERO HERÓIS, E PRA SE TER HERÓIS: VILÕES!
(Ps: Agora se você achar uma resposta pra primeira pergunta deste artigo, é claro que eu ficaria mais tranqüilo em saber que não precisaríamos torturar, exilar e matar por apenas “palavras pronunciadas”.)
Edição: Thiago Lanham.Que vontade que eu to da praça;
E do vinho barato, daquele baralho e barulho;
Daquela musica ruim e das boas também,
mas em especial das ruins que nos faz discutir e irritar quem se remexe na cama quentinha da casa ao lado;
De que me adianta a escravidão capitalista, se ela não me conforta como ombros?
Que vontade do orvalho da madrugada e dos meus amigos;
Das risadas frouxas que incomodam alguns e do cigarro que não fumo, ou não fumei, ou fumarei depois de bêbado.
Saudade mesmo do que foi, do que é, e se deus quiser, do que virá!