quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu na versão crítico de cinema.

            

               rio_wallpaper_3_1900x1200

Ontem fui ver RIO e fiz questão de assistir dublado por dois motivos. Primeiro que já sabemos, desenhos são mesmo melhores nessa condição e segundo, pra valorizar a nossa língua em um filme que retrata uma das cidades mais linda do mundo.

E é por ai que começo falando. ACERTEI EM CHEIO! Não há como não se impressionar com a qualidade da dublagem desse filme. Eu não me lembro de ver um trabalho tão bem feito assim em nenhuma outra animação. Vozes lindas, perfeitas e que combinam entre si de uma forma tão... assustadoramente perfeitas!

A qualidade técnica da imagem foi outro ponto que me surpreendeu ainda mais, e pegando Avatar como referencia tecnológica nesse quesito, desculpa, mas prefiro RIO. As cores saltam aos olhos, Imagens delicadamente projetadas para fazerem seus olhos brilharem. A cidade é tão perfeitamente inclusa na história que ha momentos se confundindo com a realidade. Como por exemplo na cena que BLU (A Ararinha protagonista) sobrevoa o Cristo Redentor, se não fosse pela interferência dos personagens animados no cénario, se passaria por um cartão postal do corcovado como qualquer outro. E isso tudo visto em 2D, que é justamente o que eu esperava, pois sabemos que em 3D o filme perde um pouco seu "brilho."

E se tratando da Cidade Maravilhosa, não posso me esquecer de dar méritos também a trilha sonora, que assinada por ninguém menos que Sérgio Mendes, só poderia dar em Samba (Nas melhores das hipóteses possíveis, digo). Com nomes de respeito interpretando as letras como Bebel Gilberto, Will.I.Am, Taio Cruz (do qual a mãe é Brasileira) e a percussão de Carlinhos Brown o resultado não poderia ser diferente de M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O!!!

RIO se tornou minha animação preferida e apesar dos estereótipos clichês e demasiados (Porém não fictícios) mostrados em cena como os Macacos Ladrões, contrabando, o segurança fortão que adora dar uma rebolada no carnaval, favelas, bundas, sensualidade e samba, muito samba! Nada que interfira na Linda imagem que a cidade possui e continuará tendo sempre!

É extremamente lindo, é engraçado, é sensual, é quente, é BRA"Z"IL! É de Janeiro!

terça-feira, 22 de março de 2011

Tanto no pessoal, quanto no profissional.

 

     Não estou solteiro por opção, na realidade é por falta de opção mesmo. O que não ando suportando ultimamente é justamente aquilo que vem contaminando a sociedade, que é o Desrespeito a INDIVIDUALIDADE.

     Na atual conjuntura isso tem se tornado obsessão e anda se espalhando feito praga, não mais apenas por relacionamentos que envolvem sexo e amor, mas em qualquer forma de convivência.

     Não, eu não deixei de gostar de você por que não quis ir naquela balada mega divulgada que todos foram. Simplesmente não quis ir.

     Não, eu não te amo menos por que escolhi estar só essa noite. Apenas preciso ficar sozinho um minuto de hora, uma hora do dia, um dia da semana, uma semana do mês ou um mês do ano. Apenas preciso de um tempo comigo mesmo para rever conceitos, e decidir coisas sem a intervenção de alguém que gosto e que vou acabar cedendo a opiniões que deixarão minha individualidade comprometida. Esse tempo depende, é tudo questão de bom senso e respeito.

     Relaxa, você será avisado de tudo que for decidido. A questão não é esconder e sim ter respeito com as próprias decisões. Temos todos os outros dias que sobram pra ficarmos juntos, coladinhos, grudados até que você também queira dias assim.

     Não estou te traindo por que não estive a fim de ficar com você noutra noite que tivemos. É só apenas falta de tesão, fica tranqüilo que amanhã vem em dobro.

     Claro que não, não estou deixando de ser seu amigo por que nossas opiniões foram diferentes em determinados assuntos. Estou apenas lhe mostrando aquilo que sou em função do aprendizado. Vamos aprender juntos? Trocar informações e experiências.

     Jamais te odiei por que deixei de te cumprimentar na rua um dia que estava distraído. Aquela cara feia poderia não ser pra você. Você já me perguntou se sinto dores nos joelhos?

     A minha memória é curta por natureza e eu conheço muita gente das quais vejo raramente. Vamos nos ajudar? Se for para cumprimentar e não estiver com muita certeza de que o individuo se lembra de você. Chega com delicadeza, espere o momento certo para a abordagem e seja generoso em informações a respeito do ultimo encontro:

“- Oi fulano, meu nome é tal e nos encontramos aquele dia em tal festa, estávamos falando sobre tal assunto e acabei me interessando e pesquisando mais sobre isso.”

     Se a pessoa lembrar, e demonstrar interesse e você perceber que podem continuar e tentar uma amizade cada vez mais próxima, ótimo. Mas se a pessoa demonstrar desinteresse ou você perceber que ela não se lembrou de você, apenas complete dizendo: “- enfim, apenas quis cumprimentar pela ultima vez e te desejar um ótimo dia”.

     Tenho certeza que do próximo encontro ela se lembrará, ou pelo menos perderá um tempo buscando na memória onde foi que ocorreu o último. “- E o por que não peguei contato dessa pessoa tão simpática?!” Esquecer é natural, não significa que você está lidando com uma pessoa arrogante e esnobe.

     As pessoas estão levando tudo pro lado pessoal demais hoje em dia, sem nem ao menos tentar entender um contexto ou o que se passa. Já passou pela sua cabeça que “eu” posso estar em um dia que perdi meu emprego, bati meu carro, minha mãe me expulsou de casa, bati o dedinho na quina da parede... e simplesmente não quero conversar?! Não estou estranho com você, só tendo um dia ruim.

     Desculpa se te interrompi por que realmente estava atrasado como eu disse, e não como você saiu falando que eu sou metido e te ignorei ou que sou rude e mal educado. Sei que algumas situações são realmente difíceis de entender e outras impossíveis de explicar, porém estas não devem fazer parte nem de 5% daquelas que existem um real motivo e não aquilo que você achou que fosse.

     Chega de “achismos” e vamos passar a ter certeza do que falamos antes de sair fofocando e falando coisas que não são verdadeiras. Esses “achismosª estão se tornando armas pesadas nas mãos de quem tem a imaginação fora de controle.

“- eu acho que foi assim, pelo que ouvi por ai...”

     10 minutos depois

“– claro que foi assim, eu vi, eu tava lá, ele me falou pessoalmente...”

     Isso é doença. E tem muita gente por ai precisando de tratamento.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Algodão doce!

         Certo dia a indo pro trabalho, como de costume sempre pegando o mesmo caminho, em um determinado ponto do trajeto, passava por um dos cartões postais de Goiânia, o Bosque dos Buritis.

         É lindo e adoro muito esse lugar, grandes lembranças de quando junto com alguns amigos/irmãos, fugíamos das chatas aulas de física e química e nos refugiávamos nesse paraíso em meio à cidade.

         Chegando perto o que avistamos de inicio é apenas um calçadão com pessoas correndo atrás da vaidade, uma cerca e um paredão de árvores, altas, densas e que escondem trilhas (das quais conheço muito bem). Logo após, essa multidão verde abre caminho dando passagem a uma clareira enorme, de onde surge um lago com águas “marrom-esverdiadas” que dependendo do dia, se projetam em três fontes formando uma espécie de “M”.

         Esse dia tivemos sorte, eu e todos que podiam admirar aquela fotografia. O dia amanhecera calorento, quase sem nuvens e o sol abraçava a pele desde os primeiros minutos de dia. Talvez por isso os administradores resolveram ligar logo as três projeções de água, que se impunham altas. A água quase toda não retornava a sua origem, se desfazendo em gotículas que o vento ia levando, o calor evaporava-as e os raios de sol se encarregavam de colorí-las. Foi nesse instante que ouço uma citação àquela imagem, que por um segundo acreditei ser só minha.

         - Mamãe, olha o arco-íris. – Falou a garotinha excitada, grudada feito peixe cascudo no vidro, reconhecendo todas aquelas cores e paisagens.

         - É lindo Geovana. – Respondeu a mãe. Lindo também o nome da menina, que ficou em silêncio admirando o tempo que pôde e que o trânsito deixou.

         Quando já na curva e com o amontoado de concreto roubando a cena, Geovana se vira pra mãe e diz:

         - Um dia a senhora me leva pra ver o arco-íris de perto mamãe?

         - Unhum.

         - Eu queria poder pegar um pedacinho e comer. Será que gosto tem o arco-íris mãe?

         - Eu não sei, que gosto você acha que tem?

         - Acho que deve ser docinho, docinho igual algodão doce.

         E foi nesse instante que nunca desejara tanto ter faltado àquela aula de física. Não ter aprendido de que são feitos os arco-íris. Como eu queria ter olhado aquelas cores e lembrado dos saquinhos de nuvens coloridas, espetadas em um cano qualquer que o moço da feira carregava pra cima e pra baixo gritando: "OLHA O GODÃO DOÔOCE". E imaginar que o gosto daquela faixa colorida no céu, era docinho como o de açúcar em forma de nuvens.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Criando Monstros.

Descobri que crio monstros dizendo a verdade.

Verdades e sinceridade, no atual princípio moral e ético da sociedade, viraram facas e punhais.

As pessoas querem ser enganadas.

A mentira virou a doce ilusão que se transforma em sonhos.

Melhor a falsidade a ter que encarar a realidade, bater de frente com ela. Isso hoje é extremamente difícil pra muita gente. Fogem, adiam problemas.

Felizmente eu jamais deixei de acreditar que verdades são para sempre e mentiras possuem validade. A ilusão se acaba e a magoa vem em dobro. Pela mentira e por ter se deixado iludir.

Felizmente minha ética não foi invertida. Ainda sigo: "Me magoe com a pior verdade, mas não me iluda com a melhor mentira."

Ainda sou do tipo corajoso, que encara a realidade de frente, sem fugir dos problemas e fingindo, me iludindo que nada acontece ou aconteceu.

Então por favor, também não tente me iludir.